Um ano após o susto, evoluir a cultura remota é o mínimo

Convenhamos. É improvável que a maiorias das pessoas que está há um ano fora do escritório volte a trabalhar 100% presencialmente para sempre.

Você acredita que mundo do trabalho vai se tornar mais digital ou menos digital?

Não precisa responder.

Em pouco tempo vai soar redundante falar “trabalho remoto” o que será apenas trabalho - naturalmente realizado em algum nível a distância através de telas.

Fomos arremessados para um lugar que até pouco tempo era chamado de futuro do trabalho. Infelizmente pelo pior motivo possível.

Quando tudo começou em março de 2020, a gente precisava do que naquele momento era o mínimo. Ter pessoas seguras nas suas casas, com um computador conectado à internet e uma estrutura minimamente confortável.

Reproduzimos em casa o ambiente da empresa, seja com grupos de WhatsApp, reuniões por vídeo, chamadas de áudio abertas ou no happy hour online.

Ainda bem que só precisava do "mínimo" para ir mantendo o contato enquanto a gente não voltava logo para o escritório.

Só que não.

Nem voltamos logo, e nem foi suficiente, tanto que a conta começou a chegar.

A fadiga das reuniões veio, o isolamento foi pesando, acompanhar os grupos já não era mais tão legal assim. Junto a isso a sensação de trabalhar cada vez mais e ainda sentir culpa quando não se está produzindo.

É totalmente compreensível. Foi muito mais no improviso do que no preparo. Da noite para o dia e em um cenário extremamente tenso.

É louco pensar nisso, mas já passou um ano e aqui ainda estamos, e pelo visto estaremos. Só que não dá mais para achar que é uma surpresa.

Devido às restrições, por consciência, ou por uma motivação intencional, tudo indica que o trabalho a partir de 2021 será no mínimo híbrido. E se é híbrido é razoável que seja bem digital para que possa ser distribuído.

Mais do que engajar, precisamos cuidar de quem habita esse escritório digital. Se preparar para trabalhar com pessoas a distância se tornou uma lição de casa - com perdão do trocadilho.

Um modelo em que as pessoas constróem o trabalho ao redor das suas vidas e não o contrário é possível. Mas não é tão automático.

Já vimos que o microgerenciamento é péssimo, que precisamos nos sentir conectados de verdade, que não dá pra fazer mais aquela reunião enquanto almoça em cima do teclado do computador.

Desenvolver intencionalmente uma cultura remota saudável de agora em diante é o mínimo. Não porque é inovador, mas porque as pessoas vão querer e precisar desse suporte. Comunicação calma, processos mais redondos, resultados claros.

No mundo em que se troca de emprego sem nem levantar da cadeira, mais do que conectividade precisaremos cada vez mais de conexão.  

Existe um jeito melhor de viver e trabalhar.

#beofficeless

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