REMOTE FIRST. Um curta-metragem sobre liberdade e propósito nas relações de trabalho. Assista agora!

Finalmente você e sua equipe finalizaram aquele projeto importante que estavam há meses desenvolvendo trabalhando remotamente. Várias vezes, no meio do percurso, você pensou em jogar tudo para o alto. Você e os outros colegas tinham dificuldade de acompanhar o progresso, tomar decisões rápidas e acreditavam que se encontrando presencialmente tudo seria mais efetivo, mas, quando tentavam, nada mudava.

Será que tudo isso aconteceu porque o ambiente remoto é mais propício a falhas ou é nesse espaço que as dificuldades da sua equipe ficam mais evidentes?

Depois de cinco anos trabalhando remotamente (lembrando que, quando iniciei, nem conhecia essa forma de trabalho!), acabei construindo uma crença dentro de mim e, cada vez mais, vejo que ela faz muito sentido.

Para mim, o trabalho remoto é um processo de autoconhecimento, não só para si, mas para o time como um todo. Você se descobre o tempo todo e, às vezes, em equipe, acaba descobrindo pontos que não estavam tão bem resolvidos assim.

O trabalho remoto é um lugar onde as falhas de processos da equipe acabam ficando mais expostas. Por outro lado, usando uma analogia, é como fazer terapia: você precisa tocar na “ferida” para ser capaz de enxergar soluções e fazer aquilo sarar. Isso funciona para as dificuldades que enfrentamos trabalhando remotamente, mas também serve para a forma como um time conduz processos, por exemplo.

“O trabalho remoto está sendo mais desafiador do que pensávamos.” — E AGORA? 😱

Quando me deparo com um time ou empresa que começou a aplicar o trabalho remoto há pouco tempo e que está enfrentando dificuldades de fazer esse modelo fluir, penso que é a hora de dar alguns passos para trás — mesmo que isso seja visto com maus olhos inicialmente. Voltar é importante para reconstruir a rota.

Já que falamos de terapia antes, agora sim, é a hora da “terapia em grupo”. Esse é o momento em que olhamos para dentro e repensamos sobre como alguns pontos funcionavam antes do trabalho remoto ser adotado.

Vou colocar aqui os pontos que costumo trazer nessas situações, fica à vontade para usar se isso fizer sentido para o seu time.

Antes de adotar o trabalho remoto…

👉🏼 Como era medida a performance do time?

👉🏼 O que era considerado como “métricas de sucesso”?

👉🏼 O time era autogerenciável ou funcionava somente sob supervisão?

👉🏼 Como a equipe costumava se comunicar?

👉🏼 De que forma as pessoas documentavam os avanços e bloqueios do time?

👉🏼 Como era feito o acompanhamento do progresso de um projeto?

👉🏼 As pessoas do time conseguiam tomar decisões sobre seus projetos rapidamente e com autonomia?

Geralmente, depois desses momentos de reflexão, é quando conseguimos ter clareza de que esses desafios não surgiram por causa do trabalho remoto, eles só ficaram mais evidentes trabalhando remotamente. Ou seja, a causa raiz dos problemas não é o time ser distribuído e sim a forma como está organizado.

Você e seu time já sabem que os problemas existem. Agora, é a hora de inverter a perspectiva das coisas. Comece a fazer outras perguntas para criar soluções para mudar o cenário:

👉🏼 Como podemos deixar a informação sobre o progresso do projeto mais transparente para todos da equipe?

👉🏼 Quais são as métricas que fazem sentido e realmente mostram a evolução do projeto?

👉🏼 Quais são as formas que podemos nos comunicar enquanto time distribuído e de forma que respeite o tempo de todos?

👉🏼 Como podemos tomar decisões importantes sem precisar reunir ou mobilizar todos do time?

👉🏼 Como podemos ser mais produtivos trabalhando sem supervisão?

👉🏼 De que forma podemos tornar os nossos processos mais colaborativos e criativos trabalhando remotamente?

👉🏼 Como podemos utilizar as funcionalidades das ferramentas de forma a potencializar nossos processos?

👉🏼 Como podemos manter as informações atualizadas, contextualizadas e disponíveis sem que seja necessário falar com outras pessoas?

Com isso, você pode chegar em um novo framework de trabalho com o seu time distribuído. Provavelmente, será ajustado mais vezes, porque uma cultura de trabalho nunca vai estar pronta e está tudo bem. Na minha equipe, por exemplo, ajustamos a forma que trabalhamos até hoje.

Muitas equipes deixam de aplicar o trabalho remoto por achar que ou vai dar certo ou não vai. Essa crença vira uma trava, pois fazer essa mudança se torna um risco muito grande.

O desafio não se trata sobre como é possível superar a situação vulnerável (no sentido de expor mais falhas) que o trabalho remoto pode revelar sobre você e o seu time. O que importa aqui é pensar como é possível criar processos para que a sua equipe tenha mais autonomia e flexibilidade e, ao mesmo tempo, seja extremamente comprometida em entregar resultados relevantes para a empresa.

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