Se você já assistiu à algum filme de guerra ou super-heróis, você deve saber porque os protagonistas alcançam a vitória sobre um obstáculo: eles tem um objetivo em comum, trabalham em equipe e confiam uns nos outros.

Vamos analisar um pouco mais a fundo essa jornada:

E aí, conseguiu notar alguma semelhança com o ambiente profissional?

No trabalho, funciona da mesma maneira, mas muitas empresas — geralmente por medo— insistem em querer controlar cada atividade desses heróis. E uma notícia que talvez não seja novidade: os bons profissionais, quando pressionados por microgerenciamentos, vão procurar outro lugar.

Você deve estar pensando:

“Mas eles trabalham lado a lado. Como vou medir os resultados, se não sei o que eles estão fazendo?” ou “Como posso provar que estou entregando resultados?”

Calma! Não precisa chamar o Batman, esse artigo vai salvar você.

Vamos lá, first things first:

# Defina objetivos claros e bem estruturados

A clareza é o melhor GPS. Ela norteia as pessoas para o lugar certo, mas nem sempre todo o time tem essa clareza e isso pode levar a caminhos opostos.

Separe um tempo só para definir a meta que desejam atingir na semana e quebre essa meta em objetivos diários.

É importante ter um objetivo de longo prazo, mas fragmentar esse objetivo traz vários benefícios como a sensação de progresso, motivação, clareza e evita a confusão.

Para ser ainda mais efetivo, você pode reunir o time para definir a meta e os objetivos logo no começo da semana, ou no final da semana anterior, assim, todos do time já sabem o que atacar logo que iniciam a sua jornada.

Se no seu cenário for preciso um alinhamento diário, então fazer uma videoconferência no fim do dia para definir quais serão os objetivos do dia seguinte pode ser boa ideia.

É muito importante que essas metas sigam o modelo SMART, ou seja:

Após definir as metas, não se esqueça de perguntar se ficou alguma dúvida e se todos do time estão alinhados em relação a elas.

# Permita a acessibilidade e a comunicação clara

Tudo definido? Então é hora de disponibilizar essa informação para que todos do time consigam conferir suas tarefas.

Uma boa maneira de organizar isso é usando o formato Kanban. Existem inúmeras ferramentas que podem ajudar (Jira, Trello, Asana, e Flow) e você pode fazer da seguinte forma:

Na imagem: Interface maravilhosa do [Flow](http://get.flow.pm/mvdVwpr) mostrando tarefas no modo de visualização de KanbanNa imagem: Interface maravilhosa do Flow mostrando tarefas no modo de visualização de Kanban

Mas, como bem colocou o CMO da Unify:

“O importante não é a tecnologia em si, mas a comunicação.”  — Bill Hurley

Apesar da tecnologia facilitar muito a nossa vida, o que vai contribuir para tudo dar certo é a maneira como você e seu time se comunicam. Para comunicar uma mensagem, pedir ou enviar feedbacks, você pode alternar entre os formatos síncrono e assíncrono e definir o que funciona melhor para cada situação:

# Meça os resultados

Finalmente chegou a hora tão esperada! Não podemos medir algo, se não sabemos o que medir. Então, a partir das metas e objetivos que foram definidos, é hora de medir os resultados. Algumas métricas para levar em consideração são:

Vale lembrar que o resultado do trabalho pode ser quantificado, mas a relação entre as pessoas e a forma como isso foi conduzido no trabalho remoto trará respostas qualitativas. Ah, lembre também que conversas individuais para coletar feedbacks são muito ricas e melhoram o relacionamento da equipe.

# Bônus: Confie no seu time

Essa dica é mais para os líderes, mas não poderia deixar de faltar aqui. Se todos sabem o que, como, para quando e onde checar suas tarefas, é preciso ter confiança de que seu time irá cuidar dessas entregas.

O estresse da cobrança afeta a entrega, e não apenas no curto, mas no longo prazo, principalmente. Se voltarmos pra analogia dos heróis, o microgerenciamento seria o vilão dessa história.

Existe um efeito chamado “Dilema da Centopéia”, ele tem origem em um poema do século XIX atribuído a Katherine Craster, que diz algo como:

Um sapo esperto pergunta a uma centopéia que passa com pressa no lago:

“Centopéia, qual a próxima pata que você irá mover?”

E, ao tentar raciocinar seus movimentos, a centopéia tropeça e cai no lago.

Ou seja, nosso cérebro consciente deve decidir e estar ciente sobre a direção e a meta que precisamos alcançar, e não em cobranças a cada movimento. O que pode levar até mesmo a Paralisia de Análise.

Paralisia de análise é quando os eventos que deveriam acontecer de maneira natural, deixam uma pessoa “travada”, o que leva a sobrecarga de pensamento, autocobrança das tarefas, dificuldade em tomada de decisões, dúvidas e tensão sobre o que os outros esperam e a tarefa não evolui.

É… Tudo isso por conta do microgerenciamento. Então, por que não confiar mais no seu time, organizar os processos e ganhar muito mais em produtividade?

Faça parte desse movimento! 💜 #beofficeless

E aquela compartilhada marota?

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